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15 de Janeiro de 2013
Paraná registra o primeiro caso de dengue tipo 4, diz Secretaria de Saúde
DENV-4 foi registrada em Paranavaí, no noroeste; paciente passa bem. Governo alerta que com a circulação do vírus o risco de epidemia aumenta.
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Bibiana Dionísio Do G1 PR


Exames realizados pela Secretária de Saúde do Paraná comprovaram a primeira ocorrência de dengue tipo quatro autóctone, ou seja, contraído dentro do estado. O caso ocorreu em Paranavaí, no noroeste. O paciente foi medicado e passa bem. Outra pessoa, residente em Maringá, também foi diagnosticada, porém, nesta situação, a contaminação ocorreu fora do estado.

A dengue possui quatro variedades DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 e, partir de agora, todas têm circulação do Paraná. Inclusive, segundo o governo estadual, os municípios de Peabiru, São Carlos do Ivaí, Japurá e Fênix já vivem situação de epidemia.

Nesta segunda-feira (14), o coordenador da sala de situação da dengue da Secretaria de Saúde, Ronaldo Trevisan, destacou que com a circulação da DENV-4 o universo de pessoas que podem ser infectadas aumenta. Cada uma pode ser contaminada apenas uma vez por cada tipo de vírus e, como até agora não havia casos do tipo quatro, todos estão sujeitos. “Todos nós podemos pegar. A possibilidade de epidemia será maior”, afirmou.

Tevisan explicou que clinicamente os quatro tipos de dengue são iguais, sendo impossível identificar apenas por meio dos sintomas. A diferença é que quem já contraiu qualquer outra variação a dengue, quando é picado pelo mosquito que carrega o vírus DENV-4, tem mais risco de desenvolver um quadro mais complicado da doença, como a febre hemorrágica.

O Paraná já havia registrado DENV-4, porém, todos os casos haviam sido contraído fora do estado.

As orientações das autoridades de saúde, em relação à prevenção da doença, permanecem e, na avaliação de Trevisan, devem ser seguidas mais severamente com a presença do DENV-4. “A participação da população, agora, torna-se fundamental”, disse. É preciso, lembrou Trevisan, ficar atento ao Índice de Infestação predial dos municípios que aponta a quantidade de locais onde há reprodução do mosquito. Ele lembra que é importante acabar não só com os criadouros – locais com água e larvar – mas também com os depósitos que são estruturas com potencial para virarem criadouros.


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